Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Era do Gelo 3

Assistam ! A dublagem é 1/2 boca mas o filme é muito bão !!!

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Veja bem...

...tenho passado mais tempo no Twitter do que em outra coisa.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009



Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Texto publicado

Meu primeiro texto foi publicado foi publicado aqui no blog Eduhonorato´s Weblog.

Meus agradecimentos ao Eduardo Honorato e a Denise Deschamps pelo espaço oferecido !

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Enfim o Inverno...


A estação mais fria do ano proporciona bons momentos de reflexão.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Ninguém tem o direito de ficar só olhando à sua volta, à espera de que alguma outra pessoa faça aquilo que ele mesmo não está disposto a fazer. (Carl G. Jung)

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Um comentário sobre a loucura

Faço parte da minoria neste país que não assiste novelas. Compreendo a fascinação que elas geram no imaginário coletivo da nação, mas continuo não sendo fã destes folhetins. Por outro lado (sempre existe outro lado) não posso fechar olhos e ouvidos para o que tanto se comenta sobre a novela Caminho das Índias, especialmente sobre o tal personagem esquizofrênico. O termo esquizofrenia significa cisão da mente. É uma psicose de evolução crônica, cujo curso possui alternância entre episódios com e sem crise, piorando seus sintomas gradativamente. O tratamento compreende medicação específica (com acompanhamento psiquiátrico), psicoterapia, terapia ocupacional e orientação da família.

Não vou me aprofundar sobre maiores detalhes; a internet pode fornecer um vasto volume de informações sobre a esquizofrenia, ainda que os livros sejam uma fonte de maior confiabilidade. Prossigo neste post com um assunto mais subjetivo, que abarca a esquizofrenia e outras tantas doenças e desvios de conduta: a loucura.

O que é a loucura ? Uma doença ? Uma possessão demoníaca ?

Uma pessoa é louca ou está louca ?

Seria a loucura um questão puramente patológica ou ela sofreria influências da cultura em que vivemos ?

Não vou responder às perguntas anteriores. Tenho minhas respostas. Quais são as suas ?

Aos que acham a loucura uma maldição ou uma moléstia debilitante, lembrem-se que nem sempre ela foi vista desta forma. Na antiguidade a loucura era divina, fonte de alegria e prazer dos homens. Somente os loucos ofendiam reis e generais. Apenas os loucos blasfemavam contra os papas. E apenas os loucos cometiam toda sorte de atos sem se preocupar com um castigo maior. A loucura lhes tirava a identidade, não eram mais relevantes do que um burro de carga.

Ninguém queria ser visto dando atenção às sandices de um louco. Afinal, pela lógica da época, somente um louco entenderia outro louco. Perdidos em seus devaneios, agiam como se estivessem embriagados. Em seu livro “Elogio da Loucura”, Erasmo de Rotterdam nos fala dessa embriaguez que a loucura traz:

“As vantagens que eu proporciono são bem mais completas e definitivas (...) Eu mergulho sua alma numa embriaguez perene, além de enchê-la de alegria, de delícias, de exultação, sem exigir dela o mínimo esforço !”

E o pensador holandês finaliza: “... a loucura é a única sempre pronta a distribuir indistintamente entre todos os homens os seus benefícios.”

Isso me lembra o trecho de uma música gravada pelo cantor inglês Seal:

“...we're never gonna survive, unless... we get a little crazy.”


Para saber mais:

Cinema:

- Um estranho no ninho (EUA, 1975)
Direção: Milos Forman

- Uma mente brilhante (EUA, 2001)
Direção: Ron Howard

Ref. Bibliográficas:

ERASMO. Elogio da Loucura.São Paulo: Escala. 2008. 2º edição

KAPLAN, Harold I. Tratado de Psiquiatria; trad. Dayse Batista ET AL. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda. 1999. Vol. 3. 6º edição

Cuidando do Cuidador

Muito se escreve e se publica sobre as doenças que debilitam e incapacitam o ser humano. Paralisias cerebrais, paraplegias, doenças mentais como o Mal de Alzheimer, etc. Nossa suprema racionalidade não nos livra da fragilidade que compartilhamos com os outros habitantes deste planeta, aos quais julgamos irracionais. Uma pessoa debilitada exige, além dos cuidados profissionais e medicamentosos, muita atenção de quem se dispõe a passar o tempo em sua companhia. O cuidador, que muitas vezes é um parente próximo, divide com o enfermo o peso da doença. Não há nada de errado em desempenhar uma tarefa tão nobre, mas o perigo mora no exagero e nos excessos.

Quando ainda estava no início da faculdade de Psicologia, tomei conhecimento de um relato que me surpreende até hoje. Semanalmente, numa clínica da região, um senhor trazia sua esposa para fazer sessões de fisioterapia. Ele a deixava na hora certa, saía para fazer suas atividades, voltava para buscá-la no horário marcado e assim a levava de volta para casa. Essa era sua rotina semanal. Certo dia após o término das sessões da esposa, no horário marcado, o marido não apareceu. Passaram-se algumas horas e nem sinal do sujeito. Já no final da tarde, finalmente, o homem apareceu.
Imagino como ele deve ter sido criticado por abandonar a mulher daquele jeito.

O que aconteceu caros leitores é que, após um questionamento, descobriu-se que este senhor, desde o acidente que confinou sua esposa a uma cadeira de rodas, estava vivendo única e exclusivamente para cuidar dela. Seus “passeios” se resumiam às consultas médias periódicas, sessões de fisioterapia, farmácia, ou supermercado. O restante do tempo era destinado ao lar, em companhia da esposa. Antes do acidente eles tinham uma vida mais dinâmica. Caminhavam na praia, visitavam os filhos, freqüentavam bailes eventuais. Mas onde está a justificativa para o abandono da esposa na clínica ? Esta “fuga” da responsabilidade evidencia uma situação que estava se tornando crônica neste homem. Em prol dos cuidados com a companheira, optou por sacrificar sua própria individualidade, suas paixões e gostos. Ele ansiava por uma trégua, uma oportunidade de descanso, de poder se afastar e assim recarregar as baterias. Este caso chamou a atenção na época para a necessidade de um projeto de atendimento psicológico, que fosse disponibilizado não só aos portadores de deficiências, mas também aos seus cuidadores. Projetos semelhantes já foram implementados com sucesso em muitas instituições pelo país, comprovando a necessidade de que o cuidador também esteja preparado e receba o devido suporte para atender o indivíduo com necessidades especiais.

Cuidar de outra pessoa é uma prova do que há de mais belo no ser humano, mas é importante ressaltar que aquele que cuida também é um ser humano e como tal, também necessita de cuidado e acolhimento. A contratação de enfermeiros, o revezamento de parentes (quando o cuidador principal é um membro da família) e mudanças eventuais na rotina podem ser de grande ajuda para amenizar o desgaste causado pelo peso da responsabilidade em acompanhar uma pessoa que precisa de alguém sempre presente.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Escolha profissional: Uma escolha solitária?

Trabalhar e construir uma carreira estão entre as principais metas dos jovens que concluem o ensino médio a cada ano em nosso país. A escolha da profissão é uma das decisões mais importantes a serem tomadas, o que pode causar muita ansiedade, especialmente pela cobrança da família e amigos. Podemos saber o que não gostaríamos de fazer, mas a dúvida de escolher o que gostamos então se torna ainda pior. Optar por uma profissão implicará em independência, novas obrigações e responsabilidades que irão forjar um cidadão pleno e produtivo para a sociedade.

Ter uma profissão não se relaciona apenas a ganhar dinheiro, mas sim à possibilidade de “existir” enquanto pessoa no mundo. Este “existir” carrega a incógnita do que será o futuro do adolescente, o que está para ser descoberto, suas aptidões e gostos. Muitas questões, com respostas variadas podem influenciar o jovem neste momento tão importante. “Qual área devo escolher?”, “Será que isso dá dinheiro ?”, “Vou ter que mudar de cidade se for trabalhar com isso ?” Esses questionamentos críticos são muitas vezes os responsáveis pela evasão universitária.

Para que o adolescente possa escolher o caminho mais adequado à sua realidade, é fundamental que este se conheça e esteja bem consigo mesmo. O autoconhecimento contribuirá para que o jovem perceba o momento delicado no qual está vivendo, deixando a criança de lado para dar espaço ao adulto em formação. Uma escolha adequada, baseada nas características individuais, contribui de maneira significativa para a realização pessoal e profissional.

Um caminho para guiar o jovem indeciso rumo às melhores escolhas é a Orientação Vocacional. Através deste processo, o adolescente pode trabalhar seus medos, frustrações e expectativas. O processo envolve sessões de entrevistas e bate-papos dirigidos, acompanhados por exercícios e atividades de auto-avaliação, leituras e aplicação de testes psicológicos. Durante as sessões, são discutidas também as possibilidades de carreira e inserção no mercado de trabalho. No final, o jovem terá um maior conhecimento de si próprio e uma visão global de suas potencialidades, o que será de grande auxílio na busca pelo caminho mais adequado rumo a uma carreira de sucesso.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Bullying – Talvez você não saiba o que é, mas seu filho pode estar sentindo na pele.

Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de "brincadeira". Este comportamento, que para muitos adultos pode parecer apenas uma “coisa da idade”, pode gerar sérios danos ao desenvolvimento emocional de uma criança, passando pela queda da auto-estima, violência e em casos extremos, até o suicídio.

Acredito que qualquer pessoa que já tenha freqüentado os bancos escolares possa ter presenciado algumas dessas "brincadeirinhas" ou então tenha sido vitima delas: intimidação, gozações, receber apelidos, humilhações, ser deixado de canto, perseguido e algumas vezes agredido fisicamente. Mas estas ações, que podem muitas vezes ser consideradas inocentes por pais, alunos e até professores, estão muito longe da inocência. É o Bullyling.

Bulyling é um termo da língua inglesa, sem tradução literal, mas que é usado para rotular os maus-tratos não só entre alunos nas escolas, mas que pode acontecer também entre irmãos e colegas de trabalho. O Bullying no ambiente escolar, diferente de brincadeiras esporádicas e/ou eventuais, define-se por atitudes agressivas (físicas ou verbais), intencionais, repetidas e que são aplicadas sistematicamente nos alunos por seus colegas.

Sinais de alerta :
o A criança perde o interesse em ir à escola.
o Pedir para trocar de escola.
o Revelar medo de ir ou voltar da escola.
o Pedir sempre para ser levado à escola.
o Mudar freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola.
o Apresentar baixo rendimento escolar.
o Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados.
o Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis.
o Tornar-se uma pessoa fechada, arredia.
o Parecer angustiado, ansioso, deprimido.
o Apresentar manifestações de baixa auto-estima.
o Ter pesadelos freqüentes, chegando a gritar "socorro" ou "me deixa" durante o sono.
o "Perder", repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro.
o Pedir sempre mais dinheiro ou começar a tirar dinheiro da família.
o Evitar falar sobre o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes para tudo.

É importante que, tanto pais como professores, entendam que atos como o bullying têm conseqüências significativas no desenvolvimento dos futuros adultos. Conversar com a criança sobre o respeito à individualidade e às diferenças de cada ser humano pode ser um bom começo.

Onde conseguir mais informações:

Internet:
Observatório da Infância:
http://www.observatoriodainfancia.com.br

Livro:
Bullying: estratégias de sobrevivência para crianças e adultos
Autor: Jane Middelton-Moz e Mary Lee Zawadski
Editora: Artmed

Cinema:
Bully (EUA, 2001)
Direção: Larry Clark